
Um extrovertido tímido, um realista surreal,
Um iconoclasta que ansiava por tornar-se ícone…
Um homem que podia beber com policias num dia,
assistir a filmes pornográficos com Dali no outro….
Fazer amor com umas das atrizes mais belas do mundo….
…. E morrer solitário em sua cama depois de uma vida inteira
de auto-abuso absolutamente heróico – OK, OK,
ou pelo menos incontestavelmente artístico -.
O homem que se parecia com uma tartaruga elegante
foi compositor, escritor, cantor, fotógrafo,
intelectual, artista plástico, ator, bêbado, provocador e amante.
Populista, fez de tudo.

Por não dominar o inglês, não conquistou o mundo.
Mas a mim, se é que isso lá diz alguma coisa, ele enfeitiçou. Sou louca por Serge. O chamo pelo primeiro nome por que me considero íntima da sua história. Como quem acompanha de longe, em outro tempo, sua história, sua vida.
Serge Gainsbourg criou as mais verdadeiras e belas histórias de amor
nas letras das suas músicas.
Agora quem sabe a gente consiga perceber
o que de fato lhe acontecia
para que as escrevesse assim.

Aqui apenas um aperitivo do filme…
Fotos: Reprodução